Literatura Errante

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palavras que encantam, corações que se conectam

Simetria

Tua simetria na parede do quarto
Abstrato, como as noites de Van Gogh
Como um circo abraçado pelas chamas
Que nas cinzas do picadeiro avisa meu fim

Me deito
Nas paredes obscuras da memória
Me perco, sem leito
Sem alegria ou uma carta de alforria

Esqueço
Da luz de um cigarro aceso
Do corpo arriado na cama
Da calcinha perdida no varal
Das trancas do curral
Do garoto, menino indefeso
Que se perdeu na lama

O que era o amar?
O que eram aquelas luzes no céu,
Que circularam meu penar?

O que era a paixão?
O que era aquele sangue todo,
Da carne vomitada na semana santa?

Observo as sombras
Daquele rosto velho preso no quarto
Será que é loucura?
Será que é algum demônio,
Que espera o pagamento do velho pacto?
Terrível criatura
Ser anônimo, sem ao menos um pseudônimo
És meu diabo, anjo ou razão do ato?

Acendes outro cigarro
Sei disso pela a luz que sai dos teus lábios
Meu coração acelera
Como um suicida na curva, acelerando o carro
Que bobagem! Já era!
Do mesmo jeito que os mares não vão aos rios
Eu estou aqui! Novamente nas tuas garras

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